Long Covid: tecnologia e dieta trabalham em favor da reabilitação muscular

. | postado em 12/04/2021

8 Abril 2021  | Seção: Equipamentos  |  Categoria: Dica

    

Estratégia para reabilitação e recuperação da massa muscular incluem mudanças no plano alimentar (que deve priorizar o consumo de proteínas) e procedimento que executa o equivalente a 20mil contrações a cada sessão de 30 minutos

Pacientes que receberam alta da Covid-19 mas apresentaram sintomas após longos períodos de internação precisam de alguns cuidados para reabilitação completa. "O que ficou conhecido como Long Covid inclui diversos sintomas, sendo os mais comuns: fadiga crônica, falta de olfato, dor de cabeça, queda de cabelos. A fadiga se deve a várias causas, e pode ser decorrente da perda de massa muscular causada diretamente pelo vírus. Quanto maior a gravidade da infecção, maior o comprometimento a longo prazo", afirma a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e do American College of LifeStyle Medicine. "Uma das novidades mais interessantes para a reabilitação desse paciente é a tecnologia HI-EMT (Treinamento Eletromagnético Muscular de Alta Intensidade), que executa o equivalente a mais de 20 mil exercícios por sessão de 30 minutos e pode ser usado para reabilitação e fortalecimento de grupos musculares", acrescenta a médica.

Uma das indicações do procedimento é o tratamento de idosos, pessoas com sarcopenia (redução de massa muscular do corpo) e pacientes com doenças pulmonares. "A tecnologia age de maneira similar nesses pacientes que precisam de uma recuperação e reabilitação muscular, melhorando a qualidade de vida, facilitando atividades diárias como descer ou subir escadas e agachar para pegar algo no chão", diz a médica. "Enquanto o dispositivo executa mais de 20 mil abdominais ou agachamentos, é como se o paciente estivesse treinando, mas de uma forma não cansativa e nem dolorida. A tecnologia passa por todas as camadas da pele e da gordura e estimula diretamente o músculo por meio de contrações contínuas e intensas", afirma a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance. Exposto às contrações, o tecido muscular responde com remodelação do interior da estrutura, resultando em hipertrofia muscular e estímulo do tônus.

Para enfrentar os sintomas musculares do Long Covid, o tratamento deve ser multidisciplinar. Dieta saudável, rica em antioxidantes, suplementos nutricionais adequados, exercícios físicos regulares e dentro dos limites de cada paciente. O CMSlim pode auxiliar na recuperação mais rápida das fibras musculares. "Segundo estudos, a tecnologia HI-EMT pode aumentar em aproximadamente 15% a espessura do músculo abdominal", diz a Dra. Beatriz. O equipamento é aplicado diretamente sobre a pele e o aplicador é preso a uma faixa que irá mantê-lo na região do tratamento. Em seguida, é feita a seleção do programa. O procedimento pode ser feito em diversas partes do corpo, como nos glúteos, no abdômen, nos braços, nos ombros, nos quadríceps, na parte posterior da coxa e nas panturrilhas.

Segundo a cirurgiã plástica, o equipamento simula um treino completo de academia, mas com muito mais intensidade. "Cada programa tem duração de 30 minutos e é dividido em diferentes etapas: alongamento, aquecimento, série de exercícios e relaxamento", diz a médica. O protocolo pode ser feito em pelo menos oito sessões, duas vezes por semana, ou conforme orientação médica, após avaliação do paciente. Os primeiros resultados podem ser observados depois de três ou quatro sessões.

Segundo a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), entre os métodos de gerenciamento das queixas musculares da Long-covid estão a educação do paciente que deve ser informado de sua real situação, pois dele depende o sucesso terapêutico. "É indicado um programa regular de exercícios estruturados com elementos aeróbicos e de resistência, além de garantir a reposição de líquidos e eletrólitos, e seguir uma essencial orientação dietética, com aporte adequado de proteínas, carboidratos e gorduras. Muitas vezes a prescrição de suplementos hipercalóricos ou hiperproteicos se faz necessária, além da correção de deficiências nutrológicas, que devem ser feitas idealmente com acompanhamento médico, em virtude dos demais comprometimentos sistêmicos", finaliza a Dra. Marcella.

 

FONTES:

* DRA. BEATRIZ LASSANCE: Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis ? Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery. Além disso, é membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

 

* DRA. MARCELLA GARCEZ: Médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

 

Fonte: Holding Comunicação | https://www.fitestrong.com.br/secaodesktop/equipamentos/1214/long-covid-tecnologia-e-dieta-trabalham-em-favor-da-reabilitacao-muscular

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