Acessórios inteligentes auxiliam no monitoramento cardíaco

. | postado em 29/04/2021

26 Abril 2021  | Seção: Equipamentos  |  Categoria: Dica

   

Última versão de aparelhos como smartwatches é capaz até mesmo de fazer um eletrocardiograma básico

Os relógios inteligentes, chamados de "smartwatches", e as "smartbands" (pulseiras inteligentes) são dispositivos vestíveis inteligentes. Seja na forma de relógios ou pulseiras, eles podem ser usados como peças de roupas ou acessórios que se conectam a outros aparelhos ou à internet. Agregando tecnologias de ponta e praticidade em um formato compacto, eles vêm ganhando cada vez mais espaço no mercado e são vistos como tendência por muitos fabricantes. Mas um relógio inteligente pode ser só mais um objeto tecnológico, mas pode também salvar vidas, desde que não substitua os exames médicos anuais tradicionais, bem mais precisos. Um smartwatch pode ser muito útil em atividades físicas, quando qualquer alteração pode ser apontada antes que o atleta passe mal ou tenha algum problema cardíaco. Mesmo quem não está fazendo atividades físicas pode se beneficiar. Foi o caso do publicitário Jorge Freire que no fim de 2019 contou em um post do Facebook que o alerta do Apple Watch 5 foi o responsável por fazê-lo procurar uma emergência e evitar uma complicação ainda maior na saúde.

A mensagem no relógio de Jorge dizia que ele estava com 140 batimentos por minuto (BPM) por mais de 10 minutos. Depois do susto, o publicitário pôde agradecer os médicos que o atenderem a tempo e ao Apple Watch. O post de Jorge diz que ele recebeu o alerta quando voltava de São Paulo e se assustou quando o relógio marcou 170 BPM enquanto estava apenas andando. Ao chegar em casa, monitorou o relógio por 30 minutos e a marcação ficou estável em 160 BPM. Foi aí que se deu conta que precisava de buscar ajuda e correu para uma emergência.

- Os atuais relógios inteligentes nos ajudam a acompanhar e monitorar a regularidade e irregularidade das batidas do nosso coração. Esse monitoramento nos dá um alerta importante para procurar um atendimento de urgência e emergência. Caso apresente alguma alteração, esse dado gráfico do traçado de um eletrocardiograma é feito apenas em uma derivação, já a avaliação profissional é feita em doze derivações, o que consegue avaliar todos os lados do coração, pois cada conjunto dessas derivações avaliam um área específica que é irrigado por cada uma das coronárias existentes - explica a médica cardiologista Alessandra Gazola.

Os acessórios que podem monitorar a frequência do coração são: cintos peitorais com sensores polar, relógios com captação óptica que usam luzes de LED onde acompanham tamanho do vaso e convertem em frequência cardíaca, monitor cardíaco Nexcor onde o médico pode solicitar um eletrocardiograma via SM.

Segundo a médica, o registro da frequência com o ritmo pode ser gravado e compartilhado com o médico para quem necessita fazer o controle adequado da frequência ou de determinada arritmia. Contudo, a tecnologia não elimina os exames de diagnóstico preventivo, assim como não substitui a orientação do especialista.

- Os exames cardiovasculares devem ser feitos de rotina. Além do eletrocardiograma em repouso, deve-se avaliar o paciente no esforço físico com um teste de esteira e, se necessário, um Holter 24 horas para analisar o ritmo do coração na rotina diária do paciente - enumera.

De acordo com o maior mercado fitness do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, o Brasil está no radar das fornecedoras de tecnologia wearable (dispositivos vestíveis), que têm apostado e investido no mercado brasileiro. Por aqui, as smartbands têm sido super populares na prática de exercícios.

- O acessório também registra em tempo real a velocidade e a distância de suas corridas, permitindo acompanhar com precisão a evolução rumo a seus objetivos pessoais. Um sensor de batimentos cardíacos não somente garante a precisão das informações obtidas, como permite acompanhar a intensidade de seus exercícios, deixando a seu cargo a decisão de aumentar ou não seus esforços - ensina o Ricardo Navarrete, endocrinologista e médico do esporte.

Os smartwatches podem ser vistos como uma versão mais completa das smartbands. Geralmente têm um visual semelhante a relógios tradicionais, têm hardwares mais completos que permitem pareá-los com seu smartphone e conferir notificações de suas atividades online. Além disso, eles estão evoluindo muito rapidamente e estão cada vez mais acessíveis ao grande público. Assim como acontece atualmente com os smartphones, não deve demorar muito tempo até que eles se tornem uma parte integral da vida de muitas pessoas.

- Por essa razão, esses mecanismos vêm adquirindo destaque na área da saúde e já são aplicados em estudos médicos, em tratamentos e, muito em breve, em hospitais. Não é preciso pressionar muito o acessório no pulso, um contato sutil na pele já é suficiente para indicar a frequência cardíaca - completa Ricardo.

 

Funcionalidades:

* Relógio;

* Envio de e-mails;

* Monitora batimentos cardíacos;

* Conta passos;

* Registra a distância percorrida;

* Monitora qualidade do sono.

 

Segundo o endócrino, existem duas formas de acionar o recurso: ou ativá-lo ou programá-lo para monitorar num determinado período. Feito isso, o relógio inteligente irá acionar uma luz LED verde, e pronto: essa luz consegue detectar o pulso sanguíneo e a partir daí determinar a frequência cardíaca. A mesma lógica serve para wearables capazes de indicar a quantidade de oxigênio no sangue.

- A última versão dos aparelhos é capaz de fazer um eletrocardiograma (ECG) básico. Além da medição do número de batimentos cardíacos por minuto, já feita há vários anos, passou a ser analisado também o padrão destes batimentos: se o ritmo é irregular, se é muito rápido, ou muito devagar - conta o médico.

 

Cuidados

Entretanto, Ricardo também destaca que é importante ter em mente que as tecnologias ainda não avançaram o suficiente para oferecer dados extremamente precisos. Isto é, os dados dos smartwatches servem para auxiliar nos cuidados do bem-estar e saúde, mas não substituem exames laboratoriais e consultas ao médico.

- O eletrocardiograma feito no hospital ou consultório médico leva em conta dez pontos distintos do tórax para dar uma análise do funcionamento do coração, enquanto que os smartwatches de última geração analisam apenas dois pontos, um no cristal que fica contra o pulso e o outro na coroa - explica o especialista.

Outros fatores, como o encaixe correto ou alterações na pele, como tatuagens, podem impossibilitar a leitura da frequência cardíaca e gerar um eletrocardiograma não confiável. O FDA (Food and Drug Administration), autoridade americana que controla a venda de remédios e equipamentos médicos, liberou o Apple Watch, mas não o aprovou. Pode ser usado, mas não é oficialmente reconhecido para diagnóstico pela falta de precisão.

- Embora muitos desses wearables ainda estejam em testes e evolução, é fácil enxergar seu potencial. Ainda falta uma análise de todos dados que são gerados e um banco de dados que possa orientar condutas e protocolos. A tecnologia wearable pode crescer neste momento ao conectar de forma mais ágil médicos e pacientes. É a chance das empresas trilharem um caminho baseado no conhecimento, unindo o útil ao agradável - avalia Ricardo.

Fonte: Eu Atleta | https://www.fitestrong.com.br/secaodesktop/equipamentos/1251/acessorios-inteligentes-auxiliam-no-monitoramento-cardiaco

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